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«Fragmentos da Cidade em Conta Corrente» é o título da exposição que recorre, de forma metafórica, a uma expressão do universo bancário para apresentar uma seleção de peças deste projeto pioneiro da Câmara Municipal do Porto, criado com o objetivo de salvaguardar o património arquitetónico e artístico integrado na arquitetura da cidade.
Ver maisA proposta destas lições tenta uma síntese de iniciação à literatura brasileira, considerando, por um lado, os traços mais característicos da sua história, da sua relação com a língua e a literatura portuguesa; e, por outro, autores e obras que se afirmaram entre os que mais se distinguem pela lição de literatura que oferecem, pela forma, pela escrita, que os tornam legíveis e fascinantes em que qualquer tempo e lugar. O curso propõe uma leitura de obras centrais da literatura brasileira, baseando-se as lições — com exceção da primeira — mais nos próprios textos dos que em caracterizações gerais. Recomenda-se por isso a leitura prévia das obras indicadas.
Ver maisA origem do vinho do Porto surge de uma conjugação geográfica, social, histórica e económica invulgar e complexa, onde realidades urbanas e rurais se intercetaram, e da natureza rica e diversa do Douro, representada nesta exposição pela luz branca que, ao embater no prisma humano, é processada e interpretada, gerando um espectro de cores imenso. Tudo isto desaguou numa cultura de contrastes multifacetada e de infinitas possibilidades. Nesta viagem do Douro ao Porto descreve-se de forma simples os três momentos de feitura do vinho, sob perspetivas micro e macro, e a cultura que cada um deles originou: a Cultura da Terra, do Vinho e do Tempo.
Ver mais«Call of the West» é uma história reencontrada. Esta exposição, a realizar-se na Casa do Infante, integra o programa da KISMIF Conference 2026. Trata uma narrativa longínqua de uma viagem, de uma amizade e de um momento irrepetível da cultura underground portuguesa. Estes registos fotográficos – feitos por Victor Torpedo em 1997 (com edição e tratamento de negativos de 35mm por Pedro Medeiros) – narram a primeira viagem dos Tédio Boys aos EUA. Era o augúrio de um mundo que se encontrava (e encontra) mergulhado numa série crescente de incertezas e riscos. Estes registos fotográficos são as provas de contacto de uma existência. Este trabalho é sobre um momento. Um eco coberto de poeira de Las Vegas, do isolamento das Badlands, do backstage do CBGB, Hollywood Boulevard e de Graceland. Além disso, é um trabalho artístico-criativo que retrata o tema da diáspora, o movimento e a necessidade de sair, indo em busca de algo diferente, tendo as culturas DIY e a imaginação crítica como um domínio crucial de resistência cultural e política.
Ver maisNuma conversa informal, serão partilhadas várias soluções e desafios encontrados durante a montagem da reserva têxtil das Reservas do Museu do Porto, incluindo opções de acondicionamento e materiais utilizados. Com esta partilha pretende‑se contribuir para a preservação de têxteis em coleções museológicas ou privadas, assegurando a continuidade do seu valor material e imaterial.
Ver maisA floresta era tão grande, tinha tantas árvores onde cabiam e onde viviam todos… mas agora resta apenas uma árvore na floresta. Caruma e os animais fazem de tudo para protegê-la porque o homem não percebe que a floresta é o seu pulmão! Mas o que está a acontecer? O homem está a enlouquecer!
Ver maisInspiradas pela paisagem natural do Museu Romântico, em articulação com fontes tipográficas de revistas e jornais, as famílias serão desafiadas a desenhar e recortar letras para compor palavras relacionadas com o tema da liberdade.
Depois é só misturar tudo e criar uma matriz serigráfica coletiva.
O resultado?
Edição de posters geniais e originais!
Ver maisNo primeiro sábado de cada mês, as crianças dos 6 aos 10 anos de idade são convidadas a assistir à Hora do Conto em língua inglesa, exercitando assim competências linguísticas de forma lúdica. Uma iniciativa realizada em cooperação com o British Council do Porto.
Ver maisUm dia, num restaurante, fora do espaço e do tempo, Serviram-me o amor como dobrada fria. Disse delicadamente ao missionário da cozinha Que a preferia quente, Que a dobrada (e era à moda do Porto) nunca se come fria. Álvaro de Campos Uma palavra que é prato e metáfora, história e temperamento. As tripas à moda do Porto contam-se como gesto antigo de generosidade e escassez – dar o melhor e ficar com o resto – e, desde então, a cidade aprendeu a reconhecer-se nesse binómio e a fazer das tripas coração.
Ver maisIniciativa de promoção da leitura, que visa estimular o gosto pela partilha de livros e a interação social. Os textos são criteriosamente selecionados e enviados aos interessados que, posteriormente, se encontram para ler, discutir pontos de vista e partilhar experiências e memórias.
Ver maisQuinzenalmente, a Biblioteca Poética Eugénio de Andrade recebe Gabriela Relvas e Renato Filipe Cardoso para sessões de podcast gravadas ao vivo, num ambiente próximo e descontraído. Entre conversas sobre temas atuais, sugestões literárias e culturais da cidade e momentos de leituras poéticas, cada encontro convida o público a ouvir, descobrir e participar. Uma experiência que cruza palavra dita e partilhada – ao vivo e sem filtros. Um convite para desfrutar a poesia com proximidade!
Ver maisEm junho, escolhemos contos em tom de fábulas, oriundos de diferentes geografias. Começamos com o moçambicano Mia Couto com «A Guerra dos Palhaços», uma narrativa sobre o absurdo da escalada dos conflitos armados, que foi recentemente selecionada para integrar a antologia de contos «The Penguin Book of the International Short Story», que reúne os melhores textos da ficção curta mundial.
Ver maisHistórias para ouvir, criar e recriar! Pensada para crianças dos 3 aos 6 anos, esta atividade convida os pequenos leitores e as suas famílias a entrar numa Hora do Conto, seguida de uma oficina criativa, onde as histórias ganham forma, cor e movimento.
Ver maisSESSÃO DE 09 DE MAIO ADIADA PARA 13 DE JUNHO
O Jardim da Cordoaria e o Jardim das Virtudes integram a estrutura verde do Porto e guardam, nas suas alamedas e socalcos, árvores que testemunham a construção paisagística e cultural da cidade. Alguns destes exemplares assumem particular relevância histórica e botânica, sendo oficialmente reconhecidos como árvores classificadas de interesse público.
Ao longo do percurso serão observadas espécies marcantes da paisagem urbana como plátanos, tílias, carvalhos, cedros e araucárias, bem como o notável ginkgo das Virtudes, o maior exemplar de Ginkgo biloba em Portugal. Através destas árvores será explorada a relação entre botânica e transformação urbana, compreendendo o arvoredo como herança viva.
Esta deriva propõe um olhar atento sobre a cidade a partir das suas árvores, entendidas como testemunhas de mudanças sociais e ambientais. Entre a densidade do jardim histórico e os socalcos abertos ao Douro, o percurso convida a ler a paisagem como documento e experiência sensível do Porto contemporâneo.
Ver maisPartindo da coleção da Biblioteca de Arqueologia e das obras reunidas na mostra «O Jardim de Camões», Luísa Jorge continua o ciclo A(r)riscar, orientando oficinas onde o desenho de observação serve como ponto de partida para explorar e reinterpretar vestígios, formas e narrativas. Entre o olhar atento e a palavra poética, o traço torna-se uma ferramenta de descoberta, num percurso onde a ilustração científica se constrói em equilíbrio entre rigor e imaginação.
Ver maisNesta formação, aborda-se a história das alcunhas, dos nomes próprios e dos apelidos portugueses. O tema é simultaneamente fascinante e complexo, pois foi a nossa longa e atribulada História que, em grande medida, determinou a seleção dos nomes próprios e apelidos que usamos. E quanto às alcunhas, estas também foram geralmente mais comuns em determinados locais e em certos estratos sociais: muitas perderam-se na geração seguinte, outras fixaram-se como apelidos e usámo-las hoje sem complexos.
Ver maisNo âmbito do Dia Internacional de Arquivos, mundialmente celebrado, desde 2007, a 9 de junho, o Arquivo Histórico Municipal do Porto propõe uma tarde dedicada à partilha e ao debate sobre a relação entre música, escrita e património documental.
Ver maisIniciativa de promoção da leitura, que visa estimular o gosto pela partilha de livros e a interação social. Os textos são criteriosamente selecionados e enviados aos interessados que, posteriormente, se encontram para ler, discutir pontos de vista e partilhar experiências e memórias.
Ver maisToda a cidade, com as agulhas dos templos, as torres cinzentas, os pátios e os muros em que se cavam escadas, varandas com os seus restos de tapetes de quarto dependurados e o estripado dos seus interiores ao sol fresco, tem toda ela uma forma, uma alma de muralha. Agustina Bessa-Luís A cidade escreve-se com uma linha de pedra: para guardar, para separar, para afirmar. A Fernandina apertou o Porto com portas e postigos, medindo o medo e a ambição, o dentro e o fora. Hoje sobra em fragmentos – uma escada, um pano de muro, um vão discreto para o Douro – e ainda assim cumpre o essencial: lembrar que o Porto cresceu a defender-se, e a marcar o seu lugar.
Ver maisAo longo de 2026, a Biblioteca Municipal Almeida Garrett, em parceria com o «Saber Fazer», projeto educativo e editorial, baseado no Porto, que se dedica à valorização de técnicas de produção artesanal e semi-industrial em Portugal, acolhe um ciclo de atividades dedicado à manufatura, procurando explorar o potencial criativo das nossas mãos. Nesta atividade iremos explorar o ciclo da lã, da ovelha ao fio.
Ver maisUm convite a todos os que gostam de Livros, para um quiz literário na Biblioteca, onde Guilherme Cobretti desafia os leitores a porem à prova os seus conhecimentos literários. Num ambiente descontraído, os participantes organizam-se em equipas espontâneas para responderem aos desafios deste jogo dinâmico e divertido, focado no universo dos livros. Nenhum estilo, corrente, autor e época será deixado de parte. Basta aparecer para participar. Haverá prémios para os vencedores.
Ver maisREMISTURAR O ARQUIVO é um ciclo de cinco sessões dedicadas à apresentação, ativação e remistura do Arquivo Digital da Literatura Experimental Portuguesa, entendendo o arquivo não como repositório fixo, mas como matéria viva, instável e reprogramável.
Cada sessão deste ciclo, conduzido pelo curador Rui Torres, conta com a participação de um convidado especialista nas áreas abordadas que propõe o cruzamento entre investigação, curadoria, criação artística e debate público, a partir de cinco dimensões da poética experimental: Texto-Imagem, Texto-Texto, Texto-Som, Texto-Espaço e Texto-Código. Ver maisEste segundo concerto da série «Tons Ibéricos» explora o contraste entre o quarto e o oitavo tons, aqui entendidos como duas formas distintas de habitar o espaço sonoro: interioridade e monumentalidade. Reunindo compositores de Portugal, Espanha, Itália e Flandres, este concerto revela a intensa circulação europeia de repertório e ideias musicais no espaço ibérico, particularmente através das redes religiosas, cortesãs e organísticas da época.
Ver maisNo encerramento do ciclo Conversas ao Sol moderado por Maria Bochicchio, a sessão conta com presença do médico psiquiatra, professor universitário e reconhecido especialista nas áreas dos afetos, da sexualidade e das relações humanas. Júlio Machado Vaz permitirá aprofundar o diálogo entre poesia e vida, explorando a forma como a palavra poética de Eugénio de Andrade faz do corpo, do desejo e da sensualidade lugares essenciais de encontro e de revelação. A sessão “O Amor e o Erotismo na poesia de Eugénio de Andrade” parte da dimensão telúrica da obra do exímio poeta — uma poesia enraizada na terra, na matéria sensível, na natureza e no corpo — para refletir sobre o amor e o erotismo como formas eróticas de conhecimento.
Ver maisO Piano Itinerante é um ciclo de quatro concertos que decorre em espaços intimistas localizados em pontos emblemáticos do Porto. Os participantes que alcançaram a 2.ª prova do concurso apresentam-se em recitais partilhados, mostrando o seu talento e celebrando o piano e a música na cidade.
Ver maisO Piano Itinerante é um ciclo de quatro concertos que decorre em espaços intimistas localizados em pontos emblemáticos do Porto. Os participantes que alcançaram a 2.ª prova do concurso apresentam-se em recitais partilhados, mostrando o seu talento e celebrando o piano e a música na cidade.
Ver maisNos Jardins do Palácio de Cristal, onde hoje se passeia entre árvores centenárias e vistas amplas sobre o Douro, existiu no século XIX, um jardim célebre pelos seus perfumes. Um viajante italiano que visitou a antiga Villa d’Entre-Quintas, em 1851, descreveu citrinos em flor que embalsamavam o ar, roseiras e jasmins perfumados, madressilvas que se enroscavam nos carvalhos e magnólias que cresciam ao lado de sobreiros gigantes. Inspirado por essas descrições históricas, este percurso convida a descobrir os aromas que ainda hoje habitam este jardim romântico. Ao longo do caminho, iremos identificar árvores, arbustos e plantas aromáticas que libertam fragrâncias na paisagem urbana, evocando a tradição dos jardins oitocentistas onde a botânica, a estética e o perfume se entrelaçavam. Entre tílias, magnólias, rosas e ervas aromáticas, exploraremos a forma como os jardins foram pensados para serem também experimentados através do olfato, revelando como certos aromas persistem no tempo e continuam a marcar a identidade deste lugar singular da cidade do Porto.
Ver maisPartindo da coleção da Biblioteca de Arqueologia e das obras reunidas na mostra «O Jardim de Camões», Luísa Jorge continua o ciclo A(r)riscar, orientando oficinas onde o desenho de observação serve como ponto de partida para explorar e reinterpretar vestígios, formas e narrativas. Entre o olhar atento e a palavra poética, o traço torna-se uma ferramenta de descoberta, num percurso onde a ilustração científica se constrói em equilíbrio entre rigor e imaginação.
Ver maisNo âmbito da celebração do Dia Mundial da Gastronomia Sustentável, convidamos a uma viagem pelas memórias e tradições que vivem à mesa, refletindo sobre a alimentação enquanto expressão cultural, identitária e intergeracional. Pretende-se valorizar a gastronomia como património vivo, reconhecendo o seu papel na promoção da saúde, na preservação de saberes locais e na construção de sistemas alimentares mais sustentáveis. Entre receitas, histórias e sabores, nesta sessão vamos celebrar a tradição, protegendo-a e reinventando-a para responder aos desafios contemporâneos.
Ver maisAcordes da guitarra que forja o horizonte, que guia o sinuoso voo das gaivotas e acaricia a pele que rasga atalhose atalhos no interior dos sonhos. Estarei vivo enquanto assim me guardar teu coração. Egito Gonçalves O que nos liga a uma cidade? O que nos faz pertencer a um lugar? O que nos leva a identificarmo-nos com as ruas, com as pedras, com as gentes e as paisagens? Porque nos falta a chuva miudinha que continua a cair numa longínqua infância? O corpo vai para onde for preciso, mas o coração bate ao ritmo dos primeiros passos – das primeiras futeboladas, das primeiras saídas à noite – como se a cidade, mesmo longe, nos chamasse ainda pelo nome
Ver maisAli o cais, a Ribeira, os rostos, as vozes, os gritos, os gestos. Uma beleza funda, grave, rude e rouca. Sophia De Mello Breyner Duas ribeiras que namoram à distância de um mesmo Douro - a partir do Porto e de Gaia, dois autores com fortes ligações ao território e aos seus habitantes vão conversar sobre o que os aproxima e os separa, sobre o rio que passa e o rio que já passou, sobre duas cidades rasgadas pelas águas e unidas por muitas pontes.
Ver maisNão há Portugal sem o Porto e não há Porto sem um permanente amor à liberdade. António José Seguro “Liberdade, liberdade, quem a tem chama-lhe sua”, a cidade do Porto sempre a teve e sempre fez questão de lhe chamar sua. Contra os desmandos do poder, contra o absolutismo, contra o centralismo, contra qualquer ameaça que ponha em causa a sua independência e a sua identidade. O Porto é uma cidade de pensamento, de indústria, de resistência e de criatividade, mais do que um arranjo de pedras e gente, é um atravessar de vozes que gritam liberdade.
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